Funk

December 24, 2018

O funk é um ritmo sexy, solto, e, normalmente com frases repetidas. O ritmo nasceu nos Estados Unidos em meados da década de 1960, combinando uma mistura de soul, jazz e rhythm and blues, numa nova forma de música rítmica e dançante e com forte pegada de metais, ainda que negros norte-americanos, primeiramente, o denominasse como um ritmo mais suave, o que acabou tornando uma referência para os músicos que surgiram depois.

 

No início foi bem hostilizado pelo fato da palavra “funk” assimilar conotações sexuais na língua inglesa. E só passou mesmo a ser considerado um gênero distinto a partir das inovações de James Brown, fortalecendo ainda mais a seção de metais, como podemos ver em “Papa's Got a Brand New Bag”, tida com a canção que lançou o gênero funk.

 James Brown

 

Nas décadas de 1960 e 1970 as bandas mais diversas do funk foram, dentre outras: Kool & The Gang, The Meters, Tower of Power, Earth, Wind & Fire e The Ohio Players.

 

Outra banda que deu subsídio ao movimento foi Funkadelic, que desenvolveu um tipo de funk mais pesado instigado pelo jazz e pelo rock psicodélico.

 

Nos anos 70, teve forte influência nos trabalhos de grandes músicos de jazz: Miles Davis, Herbie Hncock e Gerge Duke, e também por Jimi Hendrix, Sly and The Family Stone e Gerge Clinton.

Sly and The Family Stone

 

Enquanto nos Estados Unidos surgiam nomes como os "popstars" Michael Jackson e Prince, no Brasil, já na década de 70, no Rio de Janeiro, eram promovidos os primeiros bailes feitos com vitrolas hi-fi.

 

Aos poucos as equipes foram crescendo e adquirindo equipamentos melhores. Nessa década Tim Maia, Carlos Dafé e Tony Tornado começaram a tocar sucessos do soul. Aderiram o estilo do Black Power e fundaram o movimento Black Rio, enquanto que em São Paulo Lady Zu era a grande musa da época.

Lady Zu

 

Nos anos 80 o funk deu uma esfriada, mas os vocais de James Brown começaram a ser copiados para outras músicas, em especial a house music, o novo fenômeno das pistas. Nessa época, também surgiram outras derivações do funk, dando combustível para os movimentos Break e Hip Hop.

 

Foi, também, nos anos 80 que o funk começou a atrair as pessoas na periferia carioca, influenciado por novos ritmos, principalmente o Miami bass, do chamado pancadão, que trazia músicas mais erotizadas e batidas mais rápidas ao invés de melodias com letras que falavam sobre drogas, armas e a vida nas favelas.

 

Nessa fase do Funk os naipes de metais começaram a ser substituídos por teclados sintetizadores, com linhas mais simplificados dos metais e poucos solos. Também nesta fase começaram a exclusão dos “bateristas funk” e a substituição dos contrabaixos por linhas de baixo do sintetizador, e outras transformações a partir de novas influências como a house music, por exemplo.

Dj Marlboro

 

A essa altura, o funk carioca começou a se despertar para a popularização, e, a partir de 1989 a atrair milhares de pessoas para os seus bailes. E nessa crescente, foram aparecendo nomes importantes para o funk como Dj Marlboro, responsável pelo primeiro lançamento de um LP Vinil, no Brasil e um dos protagonistas do movimento com a expansão do funk para os bailes a céu aberto, e também Claudinho & Buchecha, que evoluíram para outros tipos de temas, começaram a aparecer.

Claudinho & Buchecha

 

O FUNK NA DÉCADA DE 1990

 

Vieram os anos 90, que foi o começo da popularização do funk, com o aumento significativo das gravações de raps em português, quando o movimento foi formando sua identidade própria, e com as letras refletindo mais o dia a dia das comunidades. O ritmo foi ficando cada vez mais popular e os bailes se multiplicando e lotando as casas de show.

 

Um dos principais nomes do funk é representado por uma dupla, Cidinho e Doca, que ajudou a popularizar o funk no Brasil com a música “Rap da Felicidade” em 1994.

Cidinho & Doca

 

Postura de artistas como Fernanda Abreu, que passaram por cima de preconceitos para popularizar o pancadão, fez toda a diferença

 

Com uma nova vertente, o funk passou a ser mais valorizado, tendo como temas canções mais românticas e mais melódicas. Nessa linha, denominada funk melody, os principais destaques dessa época foram o cantor Latino, Copacabana Beat e Mc Marcinho que marcou seu nome na história do funk nacional.

 

Com muita presença na mídia Latino virou a década mantendo a carreira em alto nível.

Latino

 

Dessa maneira o funk foi descendo o morro, passando a ter espaços nas AMS e em programas de TV como Xuxa Park. Mc Leozinho, inclusive, proporcionou um importante momento para o funk, quando participou do especial de fim de ano de Roberto Carlos, na Globo.

 

Passada toda a tempestade, o funk tornou-se um dos maiores fenômenos de massa no Brasil, basicamente ligado ao público jovem, e com vários artistas na nova geração fazendo muito sucesso, entre eles, Naldo Benny, antes conhecido como Mc Naldo. Anitta e Ludimila também cantaram com Roberto Carlos em seu especial, edições 2013 e 2015.

Anitta

 

Além dos nomes citados, outras figuras importantes merecem destaque na elevação e continuação do funk, dentre eles: Mc Guime, Valesca Popozuda, Bode do Tigrão, Lexa, Mc Créu, Mc Koringa, Mc Romário, Mc Sapão e Gabriel O Pensador.

 

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